domingo, 16 de janeiro de 2011

O fim tem sempre umas reticências...




Eis uma imagem fantástica,que realmente  denuncia um fim.Pavorosa,amedrontadora,mas fantástica.
Tenho medo de todo e qualquer final,por causa das reticências,elas não dizem  a que vieram.Elas são perguntas sem respostas, até que se tornem exclamações, afirmações ou outras interrogações, e quem sabe até uma continuidade delas mesmas,as reticências.O fim da humanidade...,o fim de um caso amoroso...,o fim de tudo...(.)Ah as reticências não deixam o fim acontecer!Elas nos incitam a imaginar,a criar qualquer coisa,para que os fins, não se concluam.A bomba  atómica, seria o fim,mas dizem que as baratas sobrevivem a radioatividade,então ,o lógico seria imaginar no "final" de tudo,um mundo de baratas.Um caso amoroso é o fim pra muitos,mas dai, três dias depois,  uma olhada sem querer pro carro ao lado no trânsito congestionado,esquece-se o fim, em um belo par de olhos(eis as reticências).E o fim de tudo?(...).
Não gosto dos finais de novela, livros, gibis...tenho mania de inventar a continuidade da história, de criar situações,para no fim as reticências reinarem soberanas.Fazer o quê?
Não considero a morte um fim,tudo , pra mim é fechamento de ciclos.Pensando assim,convivo bem com as reticências. Um exemplo disso é nascer,pra mim,é o fechamento do ciclo da escuridão do útero,e viver,ah viver, é...

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