domingo, 30 de janeiro de 2011

Hoje pela milésima vez, vi o filme Antes que Termine o Dia,não entraria naquele táxi,mas daria tudo que tenho pra ter coragem de fazê-lo...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O olhar de quem ver.

                                                      

Achei essa imagem em um site de recados para orkut ,linda.Tem um poema também,lindo.Sabe com é olhar pra uma coisa e ver nítida a tristeza da mesma? Foi essa a impressão que tão linda imagem me causou.Uma pesssoa só na chuva,lembra qualquer coisa de despedida, de fim!Bom lá vou eu de novo com meus fins e finais,ando com essa ideia fixa!
Talvez seja por isso que a imagem me chamou atenção.Talvez eu me sinta como essa moça,tentando sair de um tudo,caminhando na chuva pro nada.Sem definição.
Dizem que nossos sentimentos são comandados pelos  os olhos,sentimos  o que vemos,será? Então como explicar o medo de fantasmas,a saudade ,se não estamos vendo nem os fantasmas,nem o tempo , pessoa ou lugar que nos faz sentir?Só sei que os olhos nos fazem criar impressões sobre pessoas, acontecimentos e situações.Os olhos fazem o julgamento que temos de coisas e pessoas.Exemplo disso é uma comida com aparência exótica,muitas vezes julgamos o sabor pela beleza ou não da decoração do prato. Ás vezes o prato  é lindo,e tem um sabor horrível no nosso paladar,noutras o prato e sem graça, mas delicioso. Quem comandou o julgamento? Os olhos.Bom voltando a imagem,talvez essa moça esteja realmente triste,talvez ela tenha terminado algo e se sinta livre pra um recomeço, talvez ela tenha só ligado o "descomplique" e tenha saido pra caminhar na chuva,mas meus olhos viram tristeza na imagem,é complicado  não? Ah, mas tem o poema.Sim o poema,que fala de coisas vividas, passadas de recomeço.Meus olhos viram a imagem,meu coração sentiu o poema,em que acreditar?Prefiro não pensar,ligar o "descomplique" e apreciar os dois, imagem e poema,com uma obra de arte!Eis o poema ...


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

História... Sem fim...

O fim,coisa desgastante,irritante é o fim, visto que ele nunca acontece.Me irrita saber que mesmo depois de tudo,o fim não existe.Matamos o material,matamos o paupável,mas o que está dentro de  nós continua infinitamente como uma tortura medieval,repuxando braços e pernas, fios de cabelo.O mais irritante do fim,é não existir fim de verdade( as famosas reticências)coisa contra a qual eu indefinidamente nao sei lutar.
Um dia eu tinha uma história pra terminar,criei n's fins,mas nunca cheguei ao final,por causa das reticências.Então desisti do fim,parei e fiquei sem norte,seca ,triste.Eu precisava terminar a história.A luta pelo final era como a água que regava a terra do meu ser,já tão árido.Até que um dia eu vi o sonho de um amigo literalmente acabar,vi seu choro de desespero, sua impotência,seu abandono,o nada que se tornou a vida daquela pessoa tão querida.Assim como não gosto dos finais,também não gosto de chorar,chorei.Chorei pelo meu amigo querido,chorei por mim mesma,chorei pelas histórias sem fim que acontecem sem que possamos intervir.Essas histórias não são como a do Peter Pan,não ofuscam uma realidade,ao contrário são tão reais que dariam um quadro,são paupáveis,mas não morrem.São histórias de sacrifícios,de decisões e perdas onde todas as opções foram esgotadas,pintadas por uma mão invisível,e muitas vezes cruel, chamada destino.Descobri que ela (a mão do destino)decidiu que minha história é sem fim , porque se eu chegar ao final,torno-me deserto,torno-me infértil,torno-me um ser linear.Mas o que fazer com minha vontade de acabar com a minha história?É a senhora mão do destino,contra o que eu poderia chamar de senhorita razão,que se enfretam todos os dias dentro de mim,prolongando assim as audaciosas reticências.Não tenho medo,nem remorsos,queria fazer a eutanásia da minha história,descobri,não tenho mesmo é coragem e isso me doeu mais do que se fosse o própio fim.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O fim tem sempre umas reticências...




Eis uma imagem fantástica,que realmente  denuncia um fim.Pavorosa,amedrontadora,mas fantástica.
Tenho medo de todo e qualquer final,por causa das reticências,elas não dizem  a que vieram.Elas são perguntas sem respostas, até que se tornem exclamações, afirmações ou outras interrogações, e quem sabe até uma continuidade delas mesmas,as reticências.O fim da humanidade...,o fim de um caso amoroso...,o fim de tudo...(.)Ah as reticências não deixam o fim acontecer!Elas nos incitam a imaginar,a criar qualquer coisa,para que os fins, não se concluam.A bomba  atómica, seria o fim,mas dizem que as baratas sobrevivem a radioatividade,então ,o lógico seria imaginar no "final" de tudo,um mundo de baratas.Um caso amoroso é o fim pra muitos,mas dai, três dias depois,  uma olhada sem querer pro carro ao lado no trânsito congestionado,esquece-se o fim, em um belo par de olhos(eis as reticências).E o fim de tudo?(...).
Não gosto dos finais de novela, livros, gibis...tenho mania de inventar a continuidade da história, de criar situações,para no fim as reticências reinarem soberanas.Fazer o quê?
Não considero a morte um fim,tudo , pra mim é fechamento de ciclos.Pensando assim,convivo bem com as reticências. Um exemplo disso é nascer,pra mim,é o fechamento do ciclo da escuridão do útero,e viver,ah viver, é...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O velho e o mar(impressão).




"Tudo que nele existia era velho, com exceção dos olhos, que eram da cor do mar,alegres e indomáveis."(O velho e o Mar,Ernest Hemingway)

Quem nunca leu  O velho e o mar, deveria ler, absorver!Um livro emocionante,cheio de lições ,não de vida,mas de respeito ao que a compõe.É emocionante a história de Santiago,um pescador experiente,mas sem sorte.Não vou me estender sobre o livro,apenas deixar escrito aqui a impressão que ele me deixou na  alma.Uma certa vontade de chorar,quando me reconheci em  Santiago,que entendia de tudo sobre pesca,mas que era incapaz de fazer vir a se um só peixe, e sua sobrevivência dependia daquilo.
Quantas vezes me senti assim,sabendo tanto,mas  dependendo da sorte,do inesperado, para compor meus dias, minhas decisões.Quantas vezes falei alto comigo mesma,para me convencer de que não estava só, e nem enlouquecia com todo redemoinho de pensamentos que me assolava.Quantas vezes lutei com um peixe maior que o barco das minhas emoções,para não naufragar e ir para o fundo de mim mesma.
Como Santiago,já me senti só,sem esperança contando com a sorte.E tendo sorte,já tive que lutar com tubarões para mante-la,cortar as mãos,ficar quase cega.Por que a sorte nada mais é, que aquilo que vamos buscar com força de vontade, e dispostos a tudo.
Amo Hemingway, e seu estilo "afetado" de escrever.Seus  dramas,ou melhor de seus personagens são conteporâneos e modernos, velhos e persistem!
Quis  chorar quando li  O velho e o mar,mas então percebi que minhas lágrimas eram velhas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011


Não há nada que me encante mais , do que a natureza, ainda que em fúria!
Estamos  vivendo um período meio turbulento, onde o homem,é seu principal carrasco.



Adoro animais!Isso em mim é incontestáve!Uma imagem de respeito,que muitos motoristas não conhecem!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Indefinido céu de Buenos Aires(fotografia)


Esse céu é de Buenos Aires,copiei a foto de um mestre da fotografia, que é amigo meu do Orkut.
Me sinto como esse céu,não sei  se sombrio,amanhecendo, ou anoitecendo,estou indefinida.Queria coragem de parar,mas parar pra  quê?Eis que os dias correm,"o tempo atreve-se a colunas de mármore, que dirá a corações de cera"como já falou algum  autor que eu lí um dia quando ainda acreditava,em certas coisas.Então pensar em parar,pra mim,e um recomeço,por que na verdade não sei ficar parada.Não tenho paciência pra mesmices.
Não quis perguntar pra meu amigo querido do Orkut,qual o horário em que ele tirou a foto, quis ficar com a impressão do indefinido que ela me causou.Um indefinido de suprema beleza.
E viva a oitava arte,e aos seus grandes mestres,que com um olho mágico, e uma sensibilidade descomunal,nos transmitem tantas emoções,nos incidem a senti-las,com um só click, e uma só olhada!
Mestres que eternizam vidas, através de uma lente....E céus também!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quanto mais conheço os homens(humanidade),mais admiro o meu cachorro!




Nunca fui de sonhar muito,pois sempre trato de por minhas ideias em prática.Sonhar é coisa de quem não tem pressa,e eu  tenho!Quem me garante que estarei viva amanhã?E isso não é pecimismo,é lógica.
Eu crio um cão ,vira-lata mesmo,ele é o ser mais dócil e meigo que existe.Está sempre sorrindo(e o sorriso dele parece com o do Tiago Lacerda).Ás vezes me zango com ele,faz muito barulho,dou comando de calar,e ele me olha triste,como se eu não aceitasse sua alegria,então esconde o focinho entre as patas,como se tivesse a pedir desculpas e fica quieto num canto.Sabe o que acho mais incrível?É que se eu chamá-lo meio minuto depois do comando,ele vem ,como se nada tivesse acontecido,com aquele sorriso a la Tiago Lacerda,todo bobão.Como eu queria ser igual a ele,receber comandos me machucar,e saber sorrir no final!
Eu tenho um amigo,ele diz que não é meu amigo,mas eu sou dele.Uma pessoa que gosto infinitamente,já passamos por maus bocados juntos,não sei como ainda sobrevivemos a nós mesmos,mas o fato é que sobrevivemos.Eu sempre estive do lado dele, e quando um dia coisas sairam do controle,eu me expus,criei mentiras(é minha gente não e feio admitir que se mente,todo mundo faz isso,mas a hipocrisia sempre fala mais alto)gritei,desrespeitei,fiz o diabo,para de alguma forma protejer a ele e a mim,eis que do nada aparece um justiceiro,a quem  um dia eu fiz um mal,não tão grande quanto o que ele fez a mim,e leva o meu amigo.Não deixei de ser amiga do meu amigo,gosto dele,mas ele não sabe ser como o meu cahorro.Não sabe desculpar,esquecer, recomeçar.
Por que ainda insisto na amizade?Ah porque acredito que amor doado pode não ser recebido,mas faz bem a quem ama, e a quem é destinatário.Nunca pedi desculpas pelo que fiz,mas perdoei tudo que ouvi,e senti de ruim,fiz como meu cachorro,escondi meu focinho entre as patas, e espero.Pode até ser tolice,mas prefiro ser igual ao meu cachorro, a passar a vida me envenenando com um passado sem jeito!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

minha terrinha linda.......

Será que flores de plástico não morrem?

Nunca entendi bem essa filosofia do grupo Titãs,"flores de plástico não morrem".Se levarmos em conta,que elas amarelam, ressecam e se dissolvem com tempo,então elas morrem.Embora  o plástico não tenha vida animada,não faça fotossíntese,o tempo atreve-se a ele,como a qualquer outra coisa.Não sei por que flores de plástico nao  morrem,ainda que leve quatrocentos anos,um dia elas acabam, e tudo que acaba,morre, visto que desaparece, e tudo que desaparece morre,ou não?
Protesto contra a filosofia do grupo,mas confesso,amo suas letras ousadas, conscientes,e digamos políticas e atuais!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Minhas primeiras impressões e meus únicos pretextos!

Não espero muito de nada,por que sei que nada já e muito em vista do que desejo!É como se tudo e nada fossem um conjunto único, mesclado e sem pudor!Não espero que ninguém me  diga nada,mas espero que esse alguém possa sentir tudo e dizer sem medo o que sentiu,porque a impressão de sentir e falar é mais virtuosa que o pretexto do silêncio,ou por educação,ou por medo.Não desejo elogios,ouro ou qualquer coisa que engrandeça,porque a impressão que os grandes deixam é de que são totalmente sós,a pretexto de não se misturarem.Também não desejo me esconder e ser pequena,não teria graça a vida,sem pingos de chuva,o sorriso do meu filho, o azul do mar,o gosto de uma pera,o luar do meu sertão.Pra isso desejo ser grande, para poder sentir, falar e tirar minhas impressões,de certo usar meus pretextos,de uma forma humana e comum.Não espero o amor do meu filho,nem a vinda dos meus netos,nem um tipo de agradecimento, por que quem vive em função do futuro,( e somente dele) não vive intensamente,  passa pelo presente sem senti-lo,embora devamos nos planejar sem afobações.Sou uma mistura de tudo que ja vivi e vi.